Até junho de 2025, o Ministério de Minas e Energia (MME) registrou 52 pedidos de acesso para conexão de data centers à rede básica do Sistema Interligado Nacional (SIN), distribuídos em estados como Ceará, Bahia, São Paulo, Rio Grande do Sul, Rio Grande do Norte e Rio de Janeiro. Esses números apontam para um movimento intenso de crescimento. Dos processos enviados, 18 já obtiveram alternativa técnica reconhecida e outros 34 estão em análise. Em apenas um ano, esse crescimento foi da ordem de 330% em relação aos 12 projetos registrados até maio de 2024.
Esses dados reforçam que o Brasil se apresenta como destino atrativo para novas instalações tecnológicas. Mas junto com as oportunidades, emergem desafios significativos. E entre eles se destacam as demandas por energia elétrica de fontes renováveis.
Energia em expansão: um novo patamar para o setor elétrico
Os data centers são grandes consumidores de energia, impulsionados pela inteligência artificial (IA) e serviços de nuvem, esse consumo está acelerando. Estudos globais da International Energy Agency (IEA) mostram que o consumo elétrico dos data centers por região tende a crescer fortemente entre 2020 e 2030. Em paralelo, no Brasil, estimativas indicam que a carga acumulada desses projetos possa atingir 13,2 gigawatts até 2035, caso todos os pareceres de acesso sejam aprovados. Essa magnitude exige que o setor elétrico nacional planeje infraestrutura de transmissão, geração e conexão de forma robusta para não comprometer a confiabilidade do sistema.
Além disso, a agência reguladora Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) já autorizou 359 MW de nova capacidade de conexão para data centers apenas no estado de São Paulo, com projetos que se estendem até 2032. Dessa forma, a expansão dos data centers não é apenas uma tendência: é uma exigência de adaptação para toda a cadeia da infraestrutura elétrica.
A “seca invisível”: água, resfriamento e infraestrutura digital
O dilema brasileiro: oportunidade com responsabilidade
O Brasil reúne fatores que atraem investimentos em data centers, como terra disponível, fontes renováveis, incentivos regulatórios e mercado interno em crescimento. Em contrapartida, é preciso garantir que essa expansão ocorra com visão sustentável e integrada.
Por um lado, a promessa é de que os data centers sejam abastecidos majoritariamente por fontes renováveis, contribuindo para uma matriz mais limpa e para o fortalecimento de cadeias de valor locais, com geração de empregos e desenvolvimento regional. Por outro, existem avisos de que o alto consumo de energia e água pode exercer pressão sobre a rede elétrica e sobre os recursos hídricos em zonas mais vulneráveis, especialmente em regiões que já enfrentam escassez ou infraestrutura fragilizada.
Esse equilíbrio entre crescimento tecnológico e responsabilidade ambiental será um dos pontos-chave para que a expansão dos data centers no Brasil seja sustentável e benéfica para todos os elos da cadeia.
O papel da automação e da infraestrutura robusta
Para garantir que a expansão dos data centers não gere gargalos na operação, são essenciais tecnologias de infraestrutura elétrica e edificações que possam lidar com cargas elevadas, variações de demanda e requisitos de resfriamento intensivo. A automação, o monitoramento em tempo real e a escolha de equipamentos com ciclo de vida longo tornam-se cruciais.
Da mesma forma, soluções de resfriamento mais eficientes, como o uso de água reciclada, sistemas de resfriamento adiabático ou arrefecimento seco, são cada vez mais recomendadas em ambientes onde a água é escassa ou vulnerável a variações climáticas.
Nos bastidores desses projetos, a engenharia elétrica ganha protagonismo: sistemas de manobra e proteção, redes subterrâneas de média e alta tensão, conexões inteligentes e integração com fontes renováveis são partes do quebra-cabeça. E é exatamente nesse contexto que empresas que oferecem produtos e serviços especializados em infraestrutura elétrica estão desempenhando uma função estratégica.
Infraestrutura elétrica no centro da nova era digital
O crescimento dos data centers e da inteligência artificial no Brasil traz oportunidades expressivas para o setor elétrico, para a economia local e para a inovação. Mas esse crescimento exige planejamento técnico, recursos robustos e consciência ambiental. Energia renovável, automação, eficiência no consumo de água e infraestrutura de média e alta tensão são componentes inseparáveis dessa equação.
Na jornada para transformar o Brasil em um hub verde da era digital, a infraestrutura elétrica e hidráulica precisa estar à altura, sendo eficiente, confiável e sustentável.
Para profissionais e empresas do setor elétrico, o momento é de atuar de forma proativa: antecipar demandas, escolher tecnologias com atenção ao ciclo de vida, colaborar com planejamento regional e integrar soluções que combinam desempenho técnico com responsabilidade ambiental.
A ELOS Eletrotécnica possui expertise consolidada para atender projetos de alta complexidade elétrica, como os modernos de grande porte que vêm se expandindo no Brasil. Com soluções em acessórios de cabos de alto desempenho para redes de média e alta tensão, fornecemos produtos de alto desempenho que asseguram segurança, estabilidade e continuidade operacional em infraestruturas críticas, onde qualquer interrupção pode representar perdas significativas. Além disso, temos equipe técnica especializada para o serviço de montagem desses acessórios.
Um exemplo desse nível de exigência é o Data Center RJ3 da Equinix, localizado em Duque de Caxias (RJ), considerado um dos mais avançados do país. Em empreendimentos desse porte, a ELOS contribui com terminações de alta performance, projetadas para garantir a máxima confiabilidade elétrica em ambientes que sustentam o crescimento digital, a conectividade e a transformação tecnológica do Brasil.
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