Com o avanço da tecnologia e a busca por soluções mais compactas nas instalações elétricas, o uso de terminações desconectáveis de média tensão tem se tornado cada vez mais comum no Brasil — principalmente em equipamentos isolados a gás e sistemas GIS (Gas Insulated System).
No entanto, junto com a popularização dessa tecnologia, também têm surgido improvisos preocupantes em campo. Pensando nisso, a ELOS reuniu exemplos reais de aplicações incorretas para alertar profissionais, fabricantes, escolas técnicas e universidades sobre a importância da capacitação adequada nesse tipo de instalação.
Por que as terminações desconectáveis são essenciais em cubículos compactos?
A tendência global é clara: cada vez mais, os equipamentos de manobra e proteção estão sendo projetados de forma compacta, tanto em média quanto em alta tensão. Isso exige o uso de conexões elétricas igualmente compactas — e aí entram as terminações desconectáveis.
Diferente das terminações fixas usadas em redes aéreas, as terminações desconectáveis são projetadas para confinar o campo elétrico dentro do próprio corpo da conexão, garantindo segurança e estabilidade mesmo em espaços extremamente reduzidos. Elas são geralmente feitas de materiais isolantes como epóxi, silicone ou EPDM (Etileno Propileno Dieno).
O que temos visto em campo: o improviso que gera risco

Em muitos casos, profissionais têm usado terminações fixas externas — as mesmas usadas em redes aéreas — para realizar conexões dentro de cubículos blindados a gás. Isso acontece, muitas vezes, por desconhecimento das especificações do fabricante ou por falta de consulta técnica no momento da instalação.
Esse tipo de aplicação é um erro crítico.
As buchas dos cubículos isolados a gás são fabricadas em epóxi com formato cônico, e requerem terminações com blindagem externa semicondutora — justamente para confinar o campo elétrico e evitar falhas entre fases ou entre fase e terra. Quando essa blindagem não está presente, o potencial elétrico fica exposto, e a distância entre fases não é respeitada, violando normas como a NBR 14039.
O resultado? Arcos elétricos internos, falhas na energização, danos ao equipamento e, claro, prejuízo operacional.
O caminho certo: especificação correta evita falhas
A maneira correta de fazer essa conexão é com terminações desconectáveis blindadas, compatíveis com a bucha do equipamento de manobra. Existem diversos modelos no mercado, e cada um atende a uma geometria ou aplicação específica.


O ideal é sempre:
- Consultar os manuais dos fabricantes dos equipamentos;
- Avaliar o tipo de bucha e as condições de instalação;
- Falar com quem entende do assunto: a equipe técnica da ELOS está pronta para orientar e ajudar na escolha da melhor solução.
Capacitação é o caminho
O crescimento do mercado traz desafios, e um dos maiores hoje é garantir que os profissionais estejam preparados para lidar com novas tecnologias. O uso incorreto de terminações não é apenas um erro técnico — é um sinal de que ainda temos muito a evoluir em formação profissional, ensino técnico e conscientização de boas práticas.
A ELOS segue atenta a essas demandas e reforça seu compromisso com a educação técnica e o suporte ao mercado. Porque, no fim das contas, evitar improvisos é uma forma de proteger pessoas, equipamentos e todo o sistema elétrico.
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