A transformação digital acelerada, impulsionada por inteligência artificial (IA), cloud computing e Industry 4.0, está causando uma forte pressão sobre a infraestrutura elétrica brasileira. Com o boom dos data centers, a demanda por energia no país caminha para um salto histórico.
Hoje, vamos apresentar os principais números, cenários, desafios e por que a operação dessa expansão precisa estar apoiada em redes subterrâneas, inteligentes e confiáveis.
Um crescimento exponencial na demanda por energia
Segundo a Empresa de Pesquisa Energética (EPE) e o Ministério de Minas e Energia (MME), a carga de energia requerida pelos data centers no Brasil deve crescer de aproximadamente 2,5 GW até 2037 (dados de 2024) para 9 GW, considerando novos projetos nos estados de São Paulo, Rio Grande do Sul, Ceará, Rio Grande do Norte e Bahia. Um crescimento de 3,6 vezes em poucos meses.
Em projeção mais ampla, a demanda acumulada pode atingir 15,2 GW até 2035, se todos os projetos atualmente registrados forem conectados ao Sistema Interligado Nacional (SIN).
O setor elétrico estima que essa expansão requer investimentos bilionários na operação, na infraestrutura, em equipamentos e nos serviços, com expectativa de até US$ 500 bilhões em 10 anos.
O Brasil tem potencial, mas precisa de estrutura
O país possui matriz energética predominantemente renovável, com mais de 80–85% da energia elétrica proveniente de fontes limpas.
Isso atrai grandes players, como Amazon (com investimentos de R$ 10,1 bi em solar e eólica) e Microsoft (R$ 14,7 bi com garantia de energia eólica por 15 anos).
A Amazon já equilibrou 100% do consumo dos seus data centers com energia renovável no Brasil, incluindo um parque solar de 122 MW e um parque eólico de 49,5 MW.
Estudos da IEA e BCG apontam que globalmente os data centers consomem cerca de 2% da energia elétrica, podendo dobrar até 2027. Empresas de IA são responsáveis por cerca de 60% dessa demanda crescente.
Desafios para a infraestrutura elétrica
- Capacidade de conexão limitada: se a rede elétrica permanecer na forma atual, não haverá pontos disponíveis para conexão até 2029, alertou a ANEEL.
- A necessidade de expansão de transmissão: em 2024 foram instalados 4.400 km de novas linhas de transmissão, com previsão de mais 1.500 km para 2025, além de uma margem de 1,2 GW destinada a grandes consumidores como data centers.
- Sustentabilidade e uso da água: muitos data centers demandam grandes volumes de água para refrigeração, às vezes consumindo tanto quanto uma pequena cidade. Isso é especialmente crítico em regiões com estresse hídrico.
- Risco de sobrecarga em uma rede já tensionada, com vulnerabilidade durante secas e crises hídricas, devido à forte dependência da hidrelétrica
Redefinindo a infraestrutura com soluções subterrâneas
Diante da expansão prevista, investir em redes subterrâneas de energia pode ser importante por:
- Maior confiabilidade: protege contra intempéries, vandalismo e falhas naturais;
- Infraestrutura resiliente que sustenta operações ininterruptas essenciais aos data centers;
- Estética e ocupação urbana otimizada, ponto atrativo em polos tecnológicos e clusters de TI.
Redes subterrâneas bem planejadas também podem facilitar o mapeamento e a integração com fontes renováveis, edge computing e armazenamento local.
O crescimento dos data centers no Brasil está gerando uma demanda por energia sustentável sem precedentes, mas o país tem vantagens competitivas claras: matriz renovável, conectividade e localização estratégica.
Entretanto, isso depende de uma infraestrutura robusta para garantir confiabilidade. Investir em redes subterrâneas, transmissão inteligente e sistemas de energia renovável será fundamental para sustentar esse novo ciclo de digitalização com resiliência e eficiência.
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