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ARTIGOS

FUSÍVEIS: NOSSA PROTEÇÃO, SEU BENEFÍCIO

23 de junho de 2017
Ao falarmos de proteção de sistemas elétricos, de forma equivocada, cada vez menos pensamos em fusíveis como elementos com capacidade e eficácia para assegurar a confiabilidade desses sistemas.
Embora os fusíveis sejam de grande confiabilidade e tenham preços reduzidos quando comparados à outros dispositivos de proteção, sua correta especificação ainda é um problema, o que adiciona a eles a má fama de serem feitos para “queimar”.
A importância de sistemas elétricos com confiabilidade assegurada nos é evidenciada no dia a dia quando pensamos em nossos ambientes pessoais e profissionais e a dependência que temos da energia elétrica.
Desta forma, visando a garantia da confiabilidade do sistema elétrico os fusíveis oferecem o mais alto grau de proteção com o menor custo.

Definição e funcionamentos básicos

A definição mais simples de fusível é a de um elemento condutor que é percorrido por uma corrente elétrica que, quando supera um determinado valor, se funde causando a interrupção do fluxo de corrente.
Em uma situação normal de funcionamento o elemento fusível não deve, em nenhum momento, chegar ao ponto de interromper a corrente.
E, como qualquer equipamento de proteção, seu correto funcionamento depende da sua especificação respeitando-se as características do próprio fusível (corrente nominal, capacidade de interrupção e curva de atuação característica), atendendo aos critérios de coordenação e seletividade das proteções que devem ser obtidos a partir de estudos específicos.

Requisitos Básicos dos Fusíveis

Em tensões acima de 1000 V, os fusíveis limitadores de corrente seguem os requisitos técnicos e os ensaios ditados pela norma IEC 60282-1 (a NBR 8669 foi cancelada em 2014). Assim os parâmetros mínimos de operação, de dimensões e de qualidade a serem atendidos devem ser os dados pela norma da IEC.
Os requisitos básicos que estes dispositivos de proteção devem apresentar na hora de sua especificação e posteriormente quando de sua aquisição são: Curva característica (tempo X corrente) – Ensaio de conforme IEC IEC 60282-1: A curva característica do fusível deve ser verificada em laboratório para que a atuação do fusível seja garantida em todos os pontos indicados. Ou seja, até o valor nominal de corrente não pode haver a fusão do elemento fusível (atuação sem limite de tempo) e para valores acima da corrente nominal a curva com os pontos de atuação devem ser certificados. Elevação de temperatura e dissipação de potência - Ensaio de tipo conforme IEC IEC 60282-1: Os fusíveis devem apresentar baixa perda de energia e, consequentemente, baixa elevação de temperatura; Pino percursor – Ensaio de tipo conforme IEC IEC 60282-1: O pino percursor, ou striker pin, tem a função de indicar a atuação do fusível de forma visual, de acionar mecanismos de abertura de chaves ou de cubículos ou, ainda, de acionar contatos para sinalização remota. A força com a qual o pino percursor atua é testada para garantir a sua efetividade, pois forças menores podem não atuar os elementos necessários, ou o pino pode não ser projetado para fora, ou forças muito altas podem danificar os componentes que devem trabalhar em conjunto com o pino. Estanqueidade - Ensaio de tipo conforme IEC IEC 60282-1: O interior do fusível deve ser extremamente seco, pois a presença de umidade ou mesmo de água, afetará a capacidade de extinção do arco interno no momento da ruptura dos elementos fusíveis, alterando a curva característica do fusível. A presença de água aumenta a probabilidade de explosão do fusível em uma falta, pois haverá um aumento anormal da pressão interna. O fusível, em resumo, deve ser capaz de suportar sua instalação ao tempo, sem proteções físicas adicionais e sem prejuízo de suas caracteristicas de atuação.
Outras características de extrema importancia e que devem serem observadas também na especificação e na aquisição de fusíveis são: Qualidade dos contatos: Os contatos dos fusíveis não podem ter sua capacidade de condução de corrente prejudicada, seja pela agressividade do ambiente (água, chuva, mudanças de temperatura, instalação diretamente ao tempo). O ideal é utilizar fusíveis cujo material dos contatos contenham cobertura em prata. Elementos fusíveis: A construção dos elementos fusíveis denota o domínio técnico do fabricante sobre todo o universo de aplicações dos fusíveis, já que os materiais, as dimensões e a geometria vão ditar as curvas de atuação. Como vão atuar com aumento de temperatura, o material não pode oxidar, pois haverá a perda de seção transversal e de capacidade de condução. A geometria dos elementos fusíveis e sua simetria ao longo de sua extensão é que garante a fusão na temperatura exata que é atingida sob condições adversas, causando a atuação do fusível. Dissipação de temperatura durante e após a falta: Durante a fusão do elementos internos há o aumento da temperatura e o meio extinguidor deve ser capaz de dissipar para o ambiente esta sobrelevação de forma segura.

Propriedades dos fusíveis SIBA

Os fusíveis SIBA de média tensão possuem as seguintes vantagens: Limitação térmica em fusíveis com pino percursor de força de 80 N e corrente até 160 A, para proteção contra sobrecargas; Selagem altamente eficaz contra umidade, poeira e meios agressivos, proporcionando longa durabilidade e operação, spermitindo sua utilização em condições extremamente severas; Baixa perda de energia e consequentemente, baixa elevação de temperatura; Elevada capacidade nominal de interrupção, excedendo os requisitos em aplicações normais; Em caso de curtos-circuitos intensa limitação de corrente; Livres de envelhecimento sob operação dentro dos valores nominais; Elevada segurança operacional em virtude dos métodos de fabricação e das experiências de longos anos no mercado.

Artigo escrito pelos engenheiros eletricistas da ELOS: Jovelino Simão, Alexandre Mandetta.